Licença de Chico Rodrigues desarma tensões no STF e no Senado

O pedido de licença de 121 dias do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal com dinheiro nas partes íntimas, foi interpretado como a melhor saída tanto pelo Supremo Tribunal Federal como pelo Senado. No Senado, a solução foi recebida com alívio porque evitará que os parlamentares se exponham em uma votação para defender o colega, o que geraria forte desgaste de imagem. No Supremo, ministros reconheceram que a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de suspender o afastamento de Rodrigues após o pedido de licença — o que consequentemente retirou o caso da pauta de julgamentos — evitou um confronto público entre integrantes da Corte. Alguns ministros se preparavam para criticar o fato de o afastamento ter sido feito por meio de uma decisão inpidual de Barroso. Com a licença, o objeto do julgamento foi considerado prejudicado e evitou exibir um novo racha no Supremo. Agora, os senadores vão tentar ganhar tempo para esfriar o caso o máximo possível. Não interessa para os parlamentares alimentar o episódio neste momento, principalmente em razão da campanha eleitoral, já que isso poderia ser usado nos debates eleitorais nos municípios. Além disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não queria ficar mal com os colegas — porque busca obter a possibilidade de disputar a reeleição para o posto — nem com o Supremo — porque, para tentar a reeleição, necessitará de um aval jurídico, já que a lei não permite a reeleição.
20/10/2020 (00:00)

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